
DESCRIÇÃO
O famoso helicóptero Black Hawk (Falcão Negro), protagonista de um dramático incidente de combate na Somália, quando 2 helicópteros do exercito dos Estados Unidos foram derrubados em combate durante a batalha de Mogadishu. Esse incidente acabou sendo retratado no filme “Black Hawk Down”, dirigido pelo premiado diretor Ridley Scott, que no Brasil foi chamado de “Falcão Negro em Perigo” que, diga-se de passagem, é uma excelente dica de um bom filme de guerra.

Acima: O cartaz do filme Black Hawk Down que conta a historia do incidente com dois helicopteros Black Hawks do execito norte americna na batalha de Mogadishu.
O exercito dos Estados Unidos precisava de um helicóptero multifuncional que substituísse o excelente Bell UH-1 Huey, um dos melhores helicópteros já construídos, Por isso, no início da década de 70 o exercito estadunidense iniciou um programa chamado UTTAS (Utility Tactical Transport Aircraft System). Varias ofertas foram estudadas, porém os a Sikorsky foi contemplada com um contrato para a fabricação de 6 protótipos de seu projeto YAH-60A que seriam avaliadas contra o modelo da Boeing, chamado YAH-61A que construiu o mesmo numero de celulas para esta concorrência. Depois de uma rigida avaliação a Sikorsky com o seu YAH-60 foi anunciada vencedora do programa UTTAS em desembro de 1976.
O modelo passou a ser chamado de UH-60A e foi apelidado de “Black Hawk”. O Black Hawk passou por inumeras mudanças relacionadas a modernizações e adaptações para poder aumentar sua flexibilidade operacional e sua eficiencia, gerando 39 (trinta e nove) versões diferentes dividias em 2600 unidades construdas desse bem sucedido helicoptero. A versão mais usada é a UH-60L, que é um UH-60A remotorizado.

O exercito dos Estados Unidos precisava de um helicóptero multifuncional que substituísse o excelente Bell UH-1 Huey, um dos melhores helicópteros já construídos, Por isso, no início da década de 70 o exercito estadunidense iniciou um programa chamado UTTAS (Utility Tactical Transport Aircraft System). Varias ofertas foram estudadas, porém os a Sikorsky foi contemplada com um contrato para a fabricação de 6 protótipos de seu projeto YAH-60A que seriam avaliadas contra o modelo da Boeing, chamado YAH-61A que construiu o mesmo numero de celulas para esta concorrência. Depois de uma rigida avaliação a Sikorsky com o seu YAH-60 foi anunciada vencedora do programa UTTAS em desembro de 1976.
O modelo passou a ser chamado de UH-60A e foi apelidado de “Black Hawk”. O Black Hawk passou por inumeras mudanças relacionadas a modernizações e adaptações para poder aumentar sua flexibilidade operacional e sua eficiencia, gerando 39 (trinta e nove) versões diferentes dividias em 2600 unidades construdas desse bem sucedido helicoptero. A versão mais usada é a UH-60L, que é um UH-60A remotorizado.

Acima: A marinha dos Estados Unidos usa o HH-60 Pavehawk para apoio a suas tropas de operações especiais. Além desta versão, a marinha usa, também, o SH-60 Seahawk.
O UH-60L usa duas confiaveis turbinas General Electric T-700-GE-701C cuja potencia maxima atinge 1940 Hp cada que permitem voar a uma velocidade maxima que supera so 300 km/h. A autonomia do Black Hawk para travessias é de incriveis 2200 km, usando 4 tanques de combustivel externos. Porém, em missões de combate esse numero cai drasticamente, sendo que o raio de combate fica em 600 km, sem uso de tanques externos. Os Black Hawks podem ser equipados com um tubo retratil de reabastecimento em vôo que usa o sistema de cesta para ser reabastecido por outra aeronave em vôo, aumentando significativamente sua autonomia. O Black Hawk pode transportar 11 soldados totalmente equipados (há possibilidade de levar até 14 soldados, porém estaria acima do que se estabelece como normal para a aeronave), ou 6 macas para evacuação aéromedica. A capacidade de transportar cargas externas, chega a 4072 kg, o que também pode ser considerada relativamente bom para a categoria do Black Hawk. Pode-se dar como exemplo a capacidade do Black Hawk transportar um canhão de artilharia de 105 mm mais 3 granadas e 6 homens numa só viagem.

O UH-60L usa duas confiaveis turbinas General Electric T-700-GE-701C cuja potencia maxima atinge 1940 Hp cada que permitem voar a uma velocidade maxima que supera so 300 km/h. A autonomia do Black Hawk para travessias é de incriveis 2200 km, usando 4 tanques de combustivel externos. Porém, em missões de combate esse numero cai drasticamente, sendo que o raio de combate fica em 600 km, sem uso de tanques externos. Os Black Hawks podem ser equipados com um tubo retratil de reabastecimento em vôo que usa o sistema de cesta para ser reabastecido por outra aeronave em vôo, aumentando significativamente sua autonomia. O Black Hawk pode transportar 11 soldados totalmente equipados (há possibilidade de levar até 14 soldados, porém estaria acima do que se estabelece como normal para a aeronave), ou 6 macas para evacuação aéromedica. A capacidade de transportar cargas externas, chega a 4072 kg, o que também pode ser considerada relativamente bom para a categoria do Black Hawk. Pode-se dar como exemplo a capacidade do Black Hawk transportar um canhão de artilharia de 105 mm mais 3 granadas e 6 homens numa só viagem.

Acima: Uma imagem classica que se tornou classica foi a do sobe e desce dos Black Hawk durante as duas guerras do Golfo.
A versão atualmente em produção é o UH-60M (a versão L foi produzida até 2007). Esta versão atual teve o motor trocado por uma nova chamada T-700-GE-701D, pouco mais potente (2000 Hp cada) controlada por FADEC (Full Autorithy Digital Eletronic Control) além de modificações a fim de aumentar a vida util dos componentes mecanicos do motor e um novo dissipador de calor para diminuir a assinatura IR dos bocais de saida de gases. O UH-60M substituirá todos os Black Hawks da versão anterior no exercito dos Estados Unidos.


Acima: O desempenho do Black Hawk é bastante respeitavel visto que ele é um helicoptero transporte, basicamente. As suas duas potentes turbinas T-700-GE-701C são as responsaveis pela excelente maneabilidade deste helicoptero.
O Black Hawk é um helicoptero que permite a instalação de uma enorme variedade de sistemas e sensores que aumentam suas capacidades ou o tornam mais eficiente em alguma determinada missão. Assim podem ser instalados um radar de seguimento de terreno APQ-174, um sistema FLIR que fornece imagens de TV e de infravermelho para vôos em condições de adversas de clima e a noite e a integração do oculos de visão noturna NVG. A versão desenvolvida especificamente para apoio a operações especiais do exercito dos Estados Unidos, chamada de MH-60K Pave Hawk, usa todos estes equipamentos, que podem, em outras versões, serem instalados isoladamente. Outros equipamentos que são usados por esta versão são uma suite de navegação baseado no sistema de posicionamento global GPS/ INS, sistema de controle de vôo automatico que permite o uso seguro em vôo a baixissima altitude e a noite e em condições climaticas desfavoraveis.
Para a auto defesa do helicoptero foi instalado um sistema de alerta de radar que informa ao piloto quando algum radar hostil está rastreando o Black Hawk, e lançadores de iscas tipo Chaff e Flare para confundir mísseis inimigos. E já que toquei no assunto auto defesa, o Black Hawk tem uma blindagem capaz de aguenatr disparos de armas leves como fuzis de assalto e de resistir a maioria dos impactos de canhões de calibre até 23 mm.

O Black Hawk é um helicoptero que permite a instalação de uma enorme variedade de sistemas e sensores que aumentam suas capacidades ou o tornam mais eficiente em alguma determinada missão. Assim podem ser instalados um radar de seguimento de terreno APQ-174, um sistema FLIR que fornece imagens de TV e de infravermelho para vôos em condições de adversas de clima e a noite e a integração do oculos de visão noturna NVG. A versão desenvolvida especificamente para apoio a operações especiais do exercito dos Estados Unidos, chamada de MH-60K Pave Hawk, usa todos estes equipamentos, que podem, em outras versões, serem instalados isoladamente. Outros equipamentos que são usados por esta versão são uma suite de navegação baseado no sistema de posicionamento global GPS/ INS, sistema de controle de vôo automatico que permite o uso seguro em vôo a baixissima altitude e a noite e em condições climaticas desfavoraveis.
Para a auto defesa do helicoptero foi instalado um sistema de alerta de radar que informa ao piloto quando algum radar hostil está rastreando o Black Hawk, e lançadores de iscas tipo Chaff e Flare para confundir mísseis inimigos. E já que toquei no assunto auto defesa, o Black Hawk tem uma blindagem capaz de aguenatr disparos de armas leves como fuzis de assalto e de resistir a maioria dos impactos de canhões de calibre até 23 mm.

Acima: Aqui temos uma metralhadora M-3 fabricada pela FN. esta potente metralhadora em calibre .50 é uma das opções que podem ser instaladas na janela do Black Hawk.
O Black Hawk pode ser armado com metralhadoras em suas janelas laterais, proximo a porta principal. Essas metralhadoras podem ser modelo FN-MAG (M-240 no exercito dos Estados Unidos) em calibre 7,62X51 mm, M-134 Minigun com 6 canos rotativos em calibre 7,62X51 mm (esta arma já foi foco de uma materia sobre ela no Blog Campo de Batalha) ou uma metralhadora em calibre .50 modelo M-2. O Black Hawk pode ser equipado com uma semi-asa com 2 pontos fixos para cargas externas onde podem ser transportados tanques de combustivel ou armamento na forma de casulos lançadores de foguetes Hidra 70 de 70 mm. Casulos contendo canhões de 20 e 30 mm podem ser usados, embora não seja comum. Podem ser tranportados, também um total de 16 misseis antitanque Lockheed Marin AGM-114 Hellfire, um dos mais eficazes misseis antitanque do mundo. O alcance do Hellfire é de mais de 7 km, por tanto fora do alcance dos canhões antiaéreos, e ele destrói, simplesmente, todos os tanques de guerra existentes. Não há nenhum tanque de guerra que continue operando depois de atingido por um Hellfire.


Acima: Nesta foto, o Black Hawk aparece com 8 mísseis anti-tanque Hellfire mais 4 mísseis Stinger para auto defesa nas suas asas. A capacidade de ataque do Black Hawk é consideravel.
A aviação naval também foi contemplada com uma versão dedicada do Black Hawk. A versão usada em navios em missões anti-submarino, ataque contra navios e resgate é a SH-60 Seahawk. Os equipamentos transportados são otimizados para as missões especiais que este modelo está incumbido de executar. Um radar de busca de superfície AN/ APS-124, cujo alcance maximo contra grandes alvos chega a 296 km no modo de busca de longo alcance. Porém no modo de busca de curto alcance, capaz de guiar armamentos, o alcance do radar cai para 74 km. Outro sensor usado pela Seahawk é um detector de anomalias magnéticas (MAD) usado para procurar submarinos. Uma vez que um submarino esteja navegando submerso e em silencio, ele dificilmente será detectado. Porém um submarino possui massa suficiente para causar pequenas alterações no campo magnético da terra por onde ele passa e é ai que o sensor MAD faz o seu serviço. Uma vez detectado essas alterações, o Seahawk lança sonobóias em cima da área onde esses distúrbios foram detectados para poder encontrar o posicionamento do submarino de forma mais precisa e assim ataca-lo.
Acima: O SH-60 Seahawk é uma das mais importantes versões do Black Hawk. Expotado para 8 países, incluindo o Brasil, este helicoptero pode atacar alvos de superficie e alvos submarinos.
Além desses sensores, pode ser instalado um sistema FLIR. Um sistema de suporte a medidas eletrônicas ALQ-142 também fazem parte da suíte eletrônica desta versão.
O Seahawk pode ser armado com torpedos leves MK-46, MK-50 e o novo torpedo MK-54, além de mísseis antinavio AGM-119 Penguin, fabricados pela Kongsberg Defense. Estes mísseis podem atacar alvos a uma distancia maxima de 55 km e seu guiamento se dá por infravermelho. O Seahawk, assim como o seu irmão terrestre, Black Hawk, pode lançar mísseis Hellfire, que demosntraram ser eficientes contra pequenas embarcações durante a primeira guerra do golfo quando lancha de ataque e barcos patrulha da marinha iraquiana foram postos for a de combate por essa arma. As janelas do Seahawk podem receber as mesmas metralhadoras do Black Hawk também.

Além desses sensores, pode ser instalado um sistema FLIR. Um sistema de suporte a medidas eletrônicas ALQ-142 também fazem parte da suíte eletrônica desta versão.
O Seahawk pode ser armado com torpedos leves MK-46, MK-50 e o novo torpedo MK-54, além de mísseis antinavio AGM-119 Penguin, fabricados pela Kongsberg Defense. Estes mísseis podem atacar alvos a uma distancia maxima de 55 km e seu guiamento se dá por infravermelho. O Seahawk, assim como o seu irmão terrestre, Black Hawk, pode lançar mísseis Hellfire, que demosntraram ser eficientes contra pequenas embarcações durante a primeira guerra do golfo quando lancha de ataque e barcos patrulha da marinha iraquiana foram postos for a de combate por essa arma. As janelas do Seahawk podem receber as mesmas metralhadoras do Black Hawk também.

Acima: O painel de controle do Black Hawk, embora não seja a ultima palavra em tecnologia, já apresenta uma boa quantidade de mostradores multifuncionais para facilitar o trabalho de pilotar este helicoptero em combate.
O Black Hawk foi uma visão comum nos telejornais brasileiros recentemente devido a o seu emprego no resgate dos destroços e corpos do desastre aéreo com o avião Airbus A330 da Air France no oceano Atlantico. Embora a região onde se concentrou o resgate estivesse longe da costa brasileira, os Black Hawks da força aérea brasileira, chamados por aqui de H-60L foram de muito importancia nas buscas. Atualmente a Força Aerea Brasileira (FAB) opera 6 unidades e tem uma encomenda de mais 4 unidades. O exercito brasileiro possui 4 unidades do Black Hawk usados em missões de apoio as tropas na Amazonia e a marinha do Brasil encomendou 4 unidades da versão naval SH-60 Seahawk

O Black Hawk foi uma visão comum nos telejornais brasileiros recentemente devido a o seu emprego no resgate dos destroços e corpos do desastre aéreo com o avião Airbus A330 da Air France no oceano Atlantico. Embora a região onde se concentrou o resgate estivesse longe da costa brasileira, os Black Hawks da força aérea brasileira, chamados por aqui de H-60L foram de muito importancia nas buscas. Atualmente a Força Aerea Brasileira (FAB) opera 6 unidades e tem uma encomenda de mais 4 unidades. O exercito brasileiro possui 4 unidades do Black Hawk usados em missões de apoio as tropas na Amazonia e a marinha do Brasil encomendou 4 unidades da versão naval SH-60 Seahawk

Acima: A possibilidade de transportar tanques de combustivel externamente dá a o Black Hawk uma autonomia para translado de 2200 km.
FICHA TECNICA
Propulsão: 2 turbinas General Electric T-700-GE-701C com 1940 hp cada.
FICHA TECNICA
Propulsão: 2 turbinas General Electric T-700-GE-701C com 1940 hp cada.
Velocidade máxima: 357 Km/h
Velocidade de cruzeiro: 295 Km/h
Alcance: 600 km (raio de ataque); 2200 km (travessia com tanques externos).
Razão de subida vertical: 216 m/min
Teto de serviço: 5790 m
carga: 11 soldados equipados (pode-se aumentar para 14 em casos extremos)
Cargas externas de até 4072 kg.
Armamento: Metralhadora calibre 12.7 mm (. 50), Metralhadoras calibre 7,62X51 mm, casulos de foguetes Hidra 70 de 70 mm, Casulos com canhões de 20 ou 30 mm e mísseis AGM-114 Hellfire. SH-60 Seahawk: Torpedos MK-46, MK50 E MK-54, Mísseis antinavio AGM-119 Penguin e AGM-114 Hellfire.
Velocidade de cruzeiro: 295 Km/h
Alcance: 600 km (raio de ataque); 2200 km (travessia com tanques externos).
Razão de subida vertical: 216 m/min
Teto de serviço: 5790 m
carga: 11 soldados equipados (pode-se aumentar para 14 em casos extremos)
Cargas externas de até 4072 kg.
Armamento: Metralhadora calibre 12.7 mm (. 50), Metralhadoras calibre 7,62X51 mm, casulos de foguetes Hidra 70 de 70 mm, Casulos com canhões de 20 ou 30 mm e mísseis AGM-114 Hellfire. SH-60 Seahawk: Torpedos MK-46, MK50 E MK-54, Mísseis antinavio AGM-119 Penguin e AGM-114 Hellfire.
PARA VER O VIDEO SOBRE O UH-60 BLACK HAWK CLIQUE NO LINK ABAIXO:
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