26 Junho 2009

SIKORSKY UH-60 BLACK HAWK. O faz tudo da Sikorsky.


DESCRIÇÃO
O famoso helicóptero Black Hawk (Falcão Negro), protagonista de um dramático incidente de combate na Somália, quando 2 helicópteros do exercito dos Estados Unidos foram derrubados em combate durante a batalha de Mogadishu. Esse incidente acabou sendo retratado no filme “Black Hawk Down”, dirigido pelo premiado diretor Ridley Scott, que no Brasil foi chamado de “Falcão Negro em Perigo” que, diga-se de passagem, é uma excelente dica de um bom filme de guerra.
Acima: O cartaz do filme Black Hawk Down que conta a historia do incidente com dois helicopteros Black Hawks do execito norte americna na batalha de Mogadishu.
O exercito dos Estados Unidos precisava de um helicóptero multifuncional que substituísse o excelente Bell UH-1 Huey, um dos melhores helicópteros já construídos, Por isso, no início da década de 70 o exercito estadunidense iniciou um programa chamado UTTAS (Utility Tactical Transport Aircraft System). Varias ofertas foram estudadas, porém os a Sikorsky foi contemplada com um contrato para a fabricação de 6 protótipos de seu projeto YAH-60A que seriam avaliadas contra o modelo da Boeing, chamado YAH-61A que construiu o mesmo numero de celulas para esta concorrência. Depois de uma rigida avaliação a Sikorsky com o seu YAH-60 foi anunciada vencedora do programa UTTAS em desembro de 1976.
O modelo passou a ser chamado de UH-60A e foi apelidado de “Black Hawk”. O Black Hawk passou por inumeras mudanças relacionadas a modernizações e adaptações para poder aumentar sua flexibilidade operacional e sua eficiencia, gerando 39 (trinta e nove) versões diferentes dividias em 2600 unidades construdas desse bem sucedido helicoptero. A versão mais usada é a UH-60L, que é um UH-60A remotorizado.
Acima: A marinha dos Estados Unidos usa o HH-60 Pavehawk para apoio a suas tropas de operações especiais. Além desta versão, a marinha usa, também, o SH-60 Seahawk.
O UH-60L usa duas confiaveis turbinas General Electric T-700-GE-701C cuja potencia maxima atinge 1940 Hp cada que permitem voar a uma velocidade maxima que supera so 300 km/h. A autonomia do Black Hawk para travessias é de incriveis 2200 km, usando 4 tanques de combustivel externos. Porém, em missões de combate esse numero cai drasticamente, sendo que o raio de combate fica em 600 km, sem uso de tanques externos. Os Black Hawks podem ser equipados com um tubo retratil de reabastecimento em vôo que usa o sistema de cesta para ser reabastecido por outra aeronave em vôo, aumentando significativamente sua autonomia. O Black Hawk pode transportar 11 soldados totalmente equipados (há possibilidade de levar até 14 soldados, porém estaria acima do que se estabelece como normal para a aeronave), ou 6 macas para evacuação aéromedica. A capacidade de transportar cargas externas, chega a 4072 kg, o que também pode ser considerada relativamente bom para a categoria do Black Hawk. Pode-se dar como exemplo a capacidade do Black Hawk transportar um canhão de artilharia de 105 mm mais 3 granadas e 6 homens numa só viagem.
Acima: Uma imagem classica que se tornou classica foi a do sobe e desce dos Black Hawk durante as duas guerras do Golfo.
A versão atualmente em produção é o UH-60M (a versão L foi produzida até 2007). Esta versão atual teve o motor trocado por uma nova chamada T-700-GE-701D, pouco mais potente (2000 Hp cada) controlada por FADEC (Full Autorithy Digital Eletronic Control) além de modificações a fim de aumentar a vida util dos componentes mecanicos do motor e um novo dissipador de calor para diminuir a assinatura IR dos bocais de saida de gases. O UH-60M substituirá todos os Black Hawks da versão anterior no exercito dos Estados Unidos.
Acima: O desempenho do Black Hawk é bastante respeitavel visto que ele é um helicoptero transporte, basicamente. As suas duas potentes turbinas T-700-GE-701C são as responsaveis pela excelente maneabilidade deste helicoptero.
O Black Hawk é um helicoptero que permite a instalação de uma enorme variedade de sistemas e sensores que aumentam suas capacidades ou o tornam mais eficiente em alguma determinada missão. Assim podem ser instalados um radar de seguimento de terreno APQ-174, um sistema FLIR que fornece imagens de TV e de infravermelho para vôos em condições de adversas de clima e a noite e a integração do oculos de visão noturna NVG. A versão desenvolvida especificamente para apoio a operações especiais do exercito dos Estados Unidos, chamada de MH-60K Pave Hawk, usa todos estes equipamentos, que podem, em outras versões, serem instalados isoladamente. Outros equipamentos que são usados por esta versão são uma suite de navegação baseado no sistema de posicionamento global GPS/ INS, sistema de controle de vôo automatico que permite o uso seguro em vôo a baixissima altitude e a noite e em condições climaticas desfavoraveis.
Para a auto defesa do helicoptero foi instalado um sistema de alerta de radar que informa ao piloto quando algum radar hostil está rastreando o Black Hawk, e lançadores de iscas tipo Chaff e Flare para confundir mísseis inimigos. E já que toquei no assunto auto defesa, o Black Hawk tem uma blindagem capaz de aguenatr disparos de armas leves como fuzis de assalto e de resistir a maioria dos impactos de canhões de calibre até 23 mm.
Acima: Aqui temos uma metralhadora M-3 fabricada pela FN. esta potente metralhadora em calibre .50 é uma das opções que podem ser instaladas na janela do Black Hawk.
O Black Hawk pode ser armado com metralhadoras em suas janelas laterais, proximo a porta principal. Essas metralhadoras podem ser modelo FN-MAG (M-240 no exercito dos Estados Unidos) em calibre 7,62X51 mm, M-134 Minigun com 6 canos rotativos em calibre 7,62X51 mm (esta arma já foi foco de uma materia sobre ela no Blog Campo de Batalha) ou uma metralhadora em calibre .50 modelo M-2. O Black Hawk pode ser equipado com uma semi-asa com 2 pontos fixos para cargas externas onde podem ser transportados tanques de combustivel ou armamento na forma de casulos lançadores de foguetes Hidra 70 de 70 mm. Casulos contendo canhões de 20 e 30 mm podem ser usados, embora não seja comum. Podem ser tranportados, também um total de 16 misseis antitanque Lockheed Marin AGM-114 Hellfire, um dos mais eficazes misseis antitanque do mundo. O alcance do Hellfire é de mais de 7 km, por tanto fora do alcance dos canhões antiaéreos, e ele destrói, simplesmente, todos os tanques de guerra existentes. Não há nenhum tanque de guerra que continue operando depois de atingido por um Hellfire.
Acima: Nesta foto, o Black Hawk aparece com 8 mísseis anti-tanque Hellfire mais 4 mísseis Stinger para auto defesa nas suas asas. A capacidade de ataque do Black Hawk é consideravel.
A aviação naval também foi contemplada com uma versão dedicada do Black Hawk. A versão usada em navios em missões anti-submarino, ataque contra navios e resgate é a SH-60 Seahawk. Os equipamentos transportados são otimizados para as missões especiais que este modelo está incumbido de executar. Um radar de busca de superfície AN/ APS-124, cujo alcance maximo contra grandes alvos chega a 296 km no modo de busca de longo alcance. Porém no modo de busca de curto alcance, capaz de guiar armamentos, o alcance do radar cai para 74 km. Outro sensor usado pela Seahawk é um detector de anomalias magnéticas (MAD) usado para procurar submarinos. Uma vez que um submarino esteja navegando submerso e em silencio, ele dificilmente será detectado. Porém um submarino possui massa suficiente para causar pequenas alterações no campo magnético da terra por onde ele passa e é ai que o sensor MAD faz o seu serviço. Uma vez detectado essas alterações, o Seahawk lança sonobóias em cima da área onde esses distúrbios foram detectados para poder encontrar o posicionamento do submarino de forma mais precisa e assim ataca-lo.
Acima: O SH-60 Seahawk é uma das mais importantes versões do Black Hawk. Expotado para 8 países, incluindo o Brasil, este helicoptero pode atacar alvos de superficie e alvos submarinos.
Além desses sensores, pode ser instalado um sistema FLIR. Um sistema de suporte a medidas eletrônicas ALQ-142 também fazem parte da suíte eletrônica desta versão.
O Seahawk pode ser armado com torpedos leves MK-46, MK-50 e o novo torpedo MK-54, além de mísseis antinavio AGM-119 Penguin, fabricados pela Kongsberg Defense. Estes mísseis podem atacar alvos a uma distancia maxima de 55 km e seu guiamento se dá por infravermelho. O Seahawk, assim como o seu irmão terrestre, Black Hawk, pode lançar mísseis Hellfire, que demosntraram ser eficientes contra pequenas embarcações durante a primeira guerra do golfo quando lancha de ataque e barcos patrulha da marinha iraquiana foram postos for a de combate por essa arma. As janelas do Seahawk podem receber as mesmas metralhadoras do Black Hawk também.
Acima: O painel de controle do Black Hawk, embora não seja a ultima palavra em tecnologia, já apresenta uma boa quantidade de mostradores multifuncionais para facilitar o trabalho de pilotar este helicoptero em combate.
O Black Hawk foi uma visão comum nos telejornais brasileiros recentemente devido a o seu emprego no resgate dos destroços e corpos do desastre aéreo com o avião Airbus A330 da Air France no oceano Atlantico. Embora a região onde se concentrou o resgate estivesse longe da costa brasileira, os Black Hawks da força aérea brasileira, chamados por aqui de H-60L foram de muito importancia nas buscas. Atualmente a Força Aerea Brasileira (FAB) opera 6 unidades e tem uma encomenda de mais 4 unidades. O exercito brasileiro possui 4 unidades do Black Hawk usados em missões de apoio as tropas na Amazonia e a marinha do Brasil encomendou 4 unidades da versão naval SH-60 Seahawk
Acima: A possibilidade de transportar tanques de combustivel externamente dá a o Black Hawk uma autonomia para translado de 2200 km.
FICHA TECNICA
Propulsão: 2 turbinas General Electric T-700-GE-701C com 1940 hp cada.
Velocidade máxima: 357 Km/h
Velocidade de cruzeiro: 295 Km/h
Alcance: 600 km (raio de ataque); 2200 km (travessia com tanques externos).
Razão de subida vertical: 216 m/min
Teto de serviço: 5790 m
carga: 11 soldados equipados (pode-se aumentar para 14 em casos extremos)
Cargas externas de até 4072 kg.
Armamento: Metralhadora calibre 12.7 mm (. 50), Metralhadoras calibre 7,62X51 mm, casulos de foguetes Hidra 70 de 70 mm, Casulos com canhões de 20 ou 30 mm e mísseis AGM-114 Hellfire. SH-60 Seahawk: Torpedos MK-46, MK50 E MK-54, Mísseis antinavio AGM-119 Penguin e AGM-114 Hellfire.

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CAMPO DE BATALHA AÉREA: INDICE DE MATÉRIAS

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OPINIÃO: Modernização da Força Aérea Brasileira, Mercado de caças

DIVULGAÇÃO: Domingo Aéreo 2008

ARMAMENTO: Mísseis além do alcance visual, Misseis de curto alcance

HELICÓPTEROS: Boeing AH-64 Apache, Kamov KA-50 Hokum/ KA-52 Black Shark, Bell AH-1W/ Z Super Cobra, Agusta Westland A-129 Mangusta, Boeing/Bell MV-22 Osprey, Eurocopter Tiger, Mil Mi-28 Night Hunter, Agusta Westland AW-101 Merlin, Boeing/ Sikorsky RAH-66 Comanche Mil Mi-35M Hind, Denel AH-2 Rooivalk, Sikorsky UH-60 Black Hawk

BOMBARDEIROS: Borthrop B-2 Spirit, Lockheed Martin FB-22 Strike Raptor, Bombardeiro de nova geração B-3 LRSP, Aviões sem piloto UCAV, Boeing B-1B Lancer , Tupolev Tu-160 Blackjack, Sukhoi Su-34 Fullback

AVIÕES DE COMBATE: Saab JAS-39 Gripen, Lockheed Martin F-35 Lightning II, Eurofighter Typhoon II, Dassault Aviation Rafale, Sukhoi Su-47 Berkut, Lockheed Martin F-22 Raptor, Projetos Stealths Quase esquecidos, Lockheed Martin F-16 C Block 52/ 60 Fighting Falcon, Boeing F/A-18E/ F Super Hornet, Sukhoi Su-27 Flanker, Dassault Aviation Mirage 2000-5, Boeing F-15E Strike Eagle, Chengdu FC-1 Thunder, Chengdu J-10, Mapo Mig-29 Fulcrum, AIDC F-CK-1 Ching Kuo, Lockheed Martin/ Mitsubishi F-2, Northrop F-5M Tiger II, Northrop YF-23 Black widow II, Aermacchi/ Embraer AMX, Mapo MIG-1.42/ Mig-39, HAL Tejas, Fairchild A-10 Thunderbolt II, Sukhoi Su-35BM Super Flanker, Embraer AT-29 Super Tucano, Northrop F-20A Tigershark, Sukhoi PAK FA T-50, Mikoyan Gurevich Mig-31 Foxhound, Northrop Grumman X-47B UCAS-D, Boeing/ BAE System AV-8B Harrier II

AVIÕES DE TREINAMENTO: EADS Mako, Lockheed Martin/ KAI T-50 Golden Eagle, Aermacchi M-346A

AVIÕES DE INTELIGENCIA E ESPIONAGEM: Embraer R-99 A/ B, Avião de reconhecimento Aurora

ANALISE: Do F-15 ao F-22, Do F-14 ao F/A-18E , Do F-16 ao F-35, Programa FX-2 da Força Aérea Brasileira

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07 Junho 2009

BOEING/ BAE SYSTEM AV-8B HARRIER II PLUS. A segunda geração da revolução


DESCRIÇÃO
Na historia da aviação há muitos marcos que são considerados revolucionários e que elevaram a capacidade das aeronaves mudando drasticamente a forma de se combater e assim obrigando a estrategistas e engenheiros a se adaptarem as novas táticas e criarem adaptações para o novo cenário que esses marcos revolucionários implicavam. Vimos nesses últimos 100 anos de aviação, as metralhadoras serem substituídas por canhões e mísseis guiados; os motores a pistão serem substituídos por motores a reação que elevaram em 150 % a velocidade das aeronaves em relação ao que víamos na primeira guerra e segunda guerra mundial; aeronaves com desenho projetado para não refletir ondas de radar e assim poderem operar no campo de batalha impunemente, etc...
Porém uma das invenções mais impressionantes e revolucionarias foi sem a menor sombra de duvida o desenvolvimento do primeiro avião de combate capaz de decolar e pousar verticalmente, como um helicóptero. Esse projeto que resultou no famoso caça “Jump Jet” Harrier, da Hawker Siddeley na década de 60, foi o primeiro a ser bem sucedido nessa capacidade e a operar com sucesso em combate, como visto na Guerra das Malvinas onde os Harriers e Sea Harriers foram extremamente bem sucedidos em manter a superioridade aérea, mesmo contra aeronaves que voavam o dobro da velocidade que esses pequenos aviões conseguiam desenvolver.
Acima: Em tempos de guerra o armamento transportado pelos aviões de combate dificilmente atingem a capacidade total do avião. Isso é necessário devido a perigosa perda de desempenho dos caças quando totalmente armados. Aqui um AV-8B aparece com uma bomba guiada a laser GBU-12 Paveway II durante a campanha Desert Storm, no Golfo Persico em 1991
Porém, com a experiência adquirida nos caças Harriers, os pilotos perceberam algumas deficiências no Harrier original que precisariam ser resolvidas para poder manter esses aviões como uma plataforma de combate válida nos anos 90 e no inicio do século 21. Assim a Mc Donnell Douglas, hoje Boeing Company, em associação com a BAE System, projetaram um novo Harrier, que nos Estados Unidos foi chamado de AV-8B Harrier II que como o nome já diz, se tratou da segunda geração do Harrier.
Acima: Este AV-8B durante um procedimento de reabastecimento em vôo. Essa capacidade foi bastante explorada durante a guerra do Golfo, onde o AV-8B participou intensamente em apoio aéreo para os fuzileiros navais norte americanos.
Muitas das mudanças incorporadas a o AV-8B podem ser vistas externamente, como as asas de maior diâmetro e com bordas de ataque aumentadas (LERX) para permitir, não só uma maior manobrabilidade, mas também mais combustível e armamento com o incremento de dois novos cabides de armas, um em cada asa. O cone do AV-8B foi modificado, também, com a instalação de um sistema multi-sensor Hughes AN/ASB-19 ARBS sistema que gerencia continuamente o ângulo para lançamento de bombas garantindo um aumento significativo na precisão de lançamento de armas, principalmente a bombas “burras” (sem nenhum tipo de guiagem). Na ultima versão do AV-8B, conhecida como Harrier II plus, esse sensor deu lugar a um novo radomo onde abriga um radar pulso doppler AN/APG-65 do mesmo tipo usado no F/A-18A Hornet e que permite uma melhoria na capacidade de combate ar ar do Harrier, pois a partir dessa mudança passou a incorporar mísseis ar ar AIM-120 Amraam em seu arsenal e assim executar missões de defesa aérea. Este radar possui um alcance de 140 km contra alvos com uma sessão frontal de um caça convencional (5m2). O uso do radar AN/APG-65 permitiu também uma melhora nas funções de ataque, pois com este equipamento pode-se atacar alvos navais com o uso de mísseis antinavio AGM-84 Harpoon. Outro sensor que o AV-8B Harrier Plus transporta é o pod de reconhecimento e designação de alvos Litening II, fabricado pela Northrop Grumman. Esse pod possui um apontador de laser para iluminar alvos de bombas guiadas a laser, um sistema de TV e um FLIR para operações em condições de clima adverso e a noite.
Acima: A instalação do radar multimodo AN/APG-65 trouxe para o Harrier II uma verdadeira capacidade de combate aéreo. A partir desta importante mudança, o AV-8B passou a contar com a possibilidade de lançar mísseis BVR (fora do alcance visual) AIM-120 Amraam.
O armamento do AV-8B é bastante variado. Ao todo podem ser transportados 6 toneladas de cargas externas nele. Ele pode operar com mísseis ar ar de curto alcance Raytheon AIM-9 L/M Sidewinder, guiados por calor; mísseis Raytheon AIM-120 Amraam guiados por radar ativo e com alcance que pode chegar a 90 km dependendo da versão. Para missões ar superfície o armamento principal do AV-8B é o míssil Raytheon AGM-65 Maverick guiado por TV, IR ou a laser, dependendo da versão. Este míssil é usado essencialmente contra alvos blindados como tanques e edificações de armazenamento de combustível e munições inimigas localizados a uma distancia que pode chegar a 28 km. Bombas “burras” MK-82/ 83/ 84 e bombas de fragmentação de diversos tipos. A mais recente arma ar superfície incorporada ao arsenal do AV-8B é a bomba guiada por GPS GBU-32 JDAM, fabricada pela Boeing. Esta bomba com 447 kg tem um alcance que chega a 24 km quando lançada em alta altitude e sua precisão é de 10 metros do ponto pretendido. Para ataques antinavio pode ser usado o míssil AGM-64 Harpoon como mencionado antes e o míssil britânico Sea Eagle, da BAE, e cujo alcance chega a 110 km e com guiagem por radar ativo.
O Harrier II pode ser armado com lançadores de foguetes de diversos calibres para saturação de área. As bombas guiadas a laser GBU-12 e GBU16 também são comuns nas asas do AV-8B.
O armamento orgânico é um canhão GAU-12U Equalizer de 5 canos rotativos em calibre 25 mm e com consegue uma cadencia de 4200 tiros por minuto. Este canhão está carregado com 300 cartuchos.
Acima: A Espanha usa seus EAV-8B Matador II no seu porta-aviões Principe de Asturias em todas as funçõs tipicas de um caça multimissão.
Outra mudança incorporada ao AV-8B Harrier II que não está aos olhos do observador é o seu novo motor derivado do Rolls Royce Pegasus 104, conhecido como Pegasus MK 105 ou F-402-RR-408 montado nos Estados Unidos. Este motor fornece um empuxo maximo de 10500 kg. Cerca de 25 % mais empuxo que a versão anterior e dando uma relação empuxo peso de cerca de 1.05 para o AV-8B. Mesmo assim o Harrier II ainda não consegue ser supersônico, o que acarreta uma das maiores criticas ao modelo para ser usado em missões ar ar. Porém esse aumento de potencia somado a nova asa, proporcionou uma significativa melhora na capacidade de manobra de combate.
A versão AV-8B Harrier II Plus é usada pelos Estados Unidos, Espanha e Itália. O substituto do Harrier II, o F-35B Lightining II, já descrito no Blog Campo de Batalha Aérea, já está pronto e voando sua fase de testes. De acordo com o cronograma planejado, no ano de 2012 os primeiros caças F-35B começam a substituir os Harriers II do corpo de fuzileiros navais da marinha dos Estados Unidos. Posteriormente os Harriers Espanhóis e Italianos deverão ser substituídos também dando o merecido descanso a este jato cuja origem do projeto já chega aos 50 anos.
Acima: O painel do AV-8B tem o layout tipico dos caças do inicio dos anos 90. Embora este padrão seja considerado ultrapassado nos dias atuais, ainda é um avanço consideravel em relação aos painéis dos Harriers originais.
FICHA TECNICA
Velocidade de cruzeiro: mach 0.75 (900 km/h)
Velocidade máxima: mach 0.89 (1070 km/h)
Razão de subida: 4485 m/min
Peso/Potência: 1.05
Fator de carga: +8 Gs, -3 Gs
Taxa de giro: 14º/s
Razão de rolamento: 200º/s
Raio de ação/ alcance: 556 km/ 3300 km (com 4 tanques externos)
Alcance do radar: Raytheon AN/APG-65 com 140 km de alcance.
Empuxo: 1 motor Rolls Royce F-402-RR-408 com 10500 kg de empuxo.
DIMENSÕES
Comprimento: 14,12 m
Envergadura: 9,25 m
Altura: 3,55 m
Peso: 6336 Kg (Vazio) 14600 Kg (Maximo)
ARMAMENTO
Ar Ar: Míssil AIM-9 L/M Sidewinder; Míssil AIM-120 Amraam
Ar Terra: Bombas de queda livre (burras) MK-82/ 83/ 84; Bombas guiadas a Laser GBU-12 /16; Bombas GBU-32 JDAM; Bombas de fragmentação; Míssil AGM-65 Maverick, Míssil AGM-84 Harpoon; míssil BAE Sea Eagle, casulos de foguetes (diversos calibres)
Interno: 1 canhão GAU-12U Equalizer de 5 canos rotativos em calibre 25 mm.
ABAIXO TEMOS UM VIDEO ONDE UM EAV-8B MATADOR II DA MARINHA ESPANHOLA SE APRESENTA EM UM SHOW AÉREO.
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10 Maio 2009

NORTHROP GRUMMAN X-47B UCAS-D. Além da 5º geração


DESCRIÇÃO
A tecnologia não para nunca de evoluir e suas conquistas, principalmente, aplicada no segmento militar, muitas vezes, impressionam. Muitos vêem no Lockheed Martin F-22 Raptor ou no F-35 Lightning II do mesmo fabricante, a ultima palavra em termos de aviação de combate. O presente artigo que se seguirá irá apresentar o próximo passo em aviação de combate.
No início do meu trabalho nesse Blog eu publiquei um artigo sobre aeronaves de combate sem piloto (UCAV), Nele eu apresentei um pouco da história do desenvolvimento e dos projetos em andamento desse tipo de tecnologia. Porém, algum dos modelos em desenvolvimento merecem ser apresentados em maior detalhe por serem mais do que meros aviões de demonstração de tecnologia. Na verdade o Northrop Grumman X-47B do programa UCAS-D é o mais avançado programa para o fornecimento de um jato de combate não tripulado para operações embarcadas a partir de 2018.
Acima: O proptótipo do X-47A pegasus foi usado pela Northrop para validar diversos conceitos tecnológicos que estão, atualmente, sendo aplicados ao X-47B.
No início, tanto a força aérea dos Estados Unidos quanto a marinha tinham um programa próprio de desenvolvimento de uma aeronave de combate sem piloto, porém o departamento de defesa dos Estados Unidos decidiram que a força aérea e a marinha deveria juntar seus programas em um só e assim concentrar seus esforços no desenvolvimento de um jato que servisse a marinha e a força aérea. O projeto J-UCAS foi cancelado em 2006 após a revisão quadrienal de defesa, criando o programa LRSP (Long Range Strategic Bomber), um programa para desenvolver um bombardeiro estratégico de longo alcance. A Marinha, dos Estados Unidos decidiu manter seu programa de desenvolvimento do X-47B, porém renomeando o programa de UCAS-D (Unmanned Combat Air Systems Demonstration),
Acima: Neste desenho gerado em computador, o X-47B se apresenta com as asas dobradas para melhor aproveitamento do espaço limitado dos porta-aviões. Notem, também, que as portas das caixas de armas estão abertas em baixo do avião.
O primeiro protótipo do X-47B foi apresentado em 16 de dezembro de 2008. O primeiro vôo deste exemplar deverá ocorrer no final de 2009. A Northrop está construindo dois protótipos e o programa de desenvolvimento deve estar completo em 2013 sendo que a etapa de testes mais critica deve ocorrer em 2011 com o início dos ensaios de pouso e decolagem em um porta-aviões. Pode-se imaginar a dificuldade que será executar essas tarefas numa pista em constante movimento, sem o piloto presente.
Acima: O X-47B terá dimensões similares a de um jato de treinamento, porém seu desenho avançado e a configuração sem "cauda" o fazem a aeronave mais furtiva já projetada.
O X-47B será propulsado por um motor Pratt & Whitney F-100 PW 220, o mesmo usado em algumas versões dos caças F-15 e F-16 atualmente em serviço. Trata-se de um excelente motor com grande confiabilidade mecânica e durabilidade e que garantirá um empuxo maximo de 10570 kgf. O X-47B está sendo projetado pra voar em velocidade máxima subsônica alta, provavelmente em torno de mach 0.85 e um raio de ataque de cerca de 2400 km. E se for necessário, através de diversos reabastecimentos em vôo, o X-47B pode permanecer no ar por até 100 horas ininterruptas. Esse tipo de capacidade, impossível para um ser humano, dará uma nova dinâmica na capacidade de pronta resposta para as diversas mudanças de situação que o campo de batalha apresentar.
Acima: O X-47B, inicialmente, será usdo em missões dos primeiros dias de guerra contra defesas antiaéreas avançadas como por exemplo o sistema russo S-300 e S-400. Porém com seu desenvolvimento em constante evolução suas missões serão ampliadas.
As missões que serão executadas pelo X-47B serão de supressão de defesas antiaéreas, apoio aéreo aproximado, ataque tático e reconhecimento. Para essas tarefas o X-47B poderá operar 2045 kg de armas compostas por bombas guiadas por GPS como as GBU-31 JDAM de 907 kg, a qual duas podem ser transportadas internamente do X-47B, ou ainda, 6 bombas GBU-39 SDB. Operando em parceria com outros elementos como helicópteros ou mesmo soldados em terra com dispositivos de iluminação a laser, o X-47B poderá operar bombas guiadas a laser como as GBU-12. Missões de combate aéreo ar ar, ainda não estão previstas para o X-47B, porém é certo que aeronaves sem piloto poderão executar esse tipo de missão em um futuro a médio ou longo prazo. Provavelmente o próprio X-47B poderá executa-las. Vale colocar aqui que o X-47B usará um radar de varredura eletrônica que proporcionará ao comando das operações as informações de alvos e mesmo o mapeamento do terreno.
Acima: Esta foto foi tirada pouco antes da apresentação do primeiro protótipo do X-47B em dezembro de 2008. Espera-se que o primeiro vôo deste protótipo ocorra ao fim de 2009.
Se o futuro que nos aguarda, haverá aeronaves com piloto, isso é uma incógnita, porém que as aeronaves sem piloto já cumprem nos dias de hoje, uma importante parcela de missões, notadamente as de reconhecimento, e que num futuro em curto prazo serão responsáveis por missões de ataque a alvos críticos, isso é um fato inegável. O desenvolvimento de novas tecnologias de comunicação, inteligência artificial IE e da nano tecnologia revolucionarão a guerra como um todo, começando pela guerra aérea permitindo operações de combate de forma segura e econômica, uma vez que o homem não precisará estar presente fisicamente no campo de batalha e os custos de operação e aquisição destes sistemas não tripulados serem mais baixos que os dos aviões convencionais.
Acima: Desenho em 3 dimensões do X-47B. Notem seu aspecto de "pipa".
FICHA TÉCNICA
Velocidade máxima: Mach 0,85 (950 Km/h)
Velocidade de cruzeiro: Mach 0,45 (500 Km/h)
Potência: 0.55
Teto de serviço: 12200 m
Raio de ataque: 2400 km (com duas bombas de 907 kg)
Alcance maximo: 6500 km
Motor: 2 turbofans Pratt & Whitney F-100 PW 220 com 10570 kg de empuxo
Comprimento: 11,63 m
Envergadura: 18,92 m
Altura: 3,10 m
Peso: 19000 Kg
Armamento: Carga de 2045 kg de armas que podem ser bombas GBU-31 JDAM, GBU-39 SDB GBU-12 Paveway II
Acima: Neste desenho pode-se ver uma das propostas para o futuro bombardeiro norte americano cujo desenho é baseado no do X-47B.
ABAIXO TEMOS UM VIDEO COM O X-47B.
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21 Abril 2009

SUKHOI SU-34 FULLBACK. O bico de pato no ataque

DESCRIÇÃO
A força aérea russa precisava de um novo caça bombardeiro que substituísse seus aviões de ataque e bombardeiro de profundidade de 3º geração como o Mig-27 Flogger e o Su-24 Fencer, e começou a estudar um novo avião para essa tarefa em meados da década de 80. Esses estudos levaram a conclusão de que o bem sucedido caça Sukhoi Su-27 Flanker poderia servir de base para essa nova aeronave, devido ao Flanker apresentar elevada capacidade de carga associada a uma autonomia de vôo espetacular.
Porém as características do tipo de missão que esta nova aeronave cumpriria exigiram algumas mudanças no Flanker original para poder tornar mais eficiente a execução dessas tarefas. O desenho da fuselagem do Su-34 segue o mesmo layout do Su-35-1 Super Flanker, com asas, tailerons e canard moveis ativos, porém a superfície vertical foi diminuída e a cabine amplamente modificada para posicionar os dois tripulantes lado a lado, no mesmo esquema visto no Su-24 Fencer e no F-111 Aardvark. O formato do cone do Su-34 é extremamente delgado se assemelhando a o bico de um pato.
Acima: A configuração triplano adotada no Su-34 já havia sido usada no Su-33 Sea Flanker e no Su-35/ 37 de primeira geração. No Su-34 essa configuração melhora a qualidade de vôo do Su-34 que havia sido prejudicada pelo maior peso desta versão.
Esse desenho diferenciado permite uma diminuição da reflexão de radar e ainda comporta melhor o novo radar de abertura sintética Leninets B-004 que fornece dados como mapa de alta resolução do terreno para permitir vôos à baixa altitude e em alta velocidade seguindo o contorno do terreno de forma automática evitando, assim a cobertura de radar inimiga. Esse radar permite, ainda, ser operado em missões anti-submarino pois é capaz de detectar as ondas geradas por um submarino. O alcance deste radar é de 250 km contra alvos aéreos do tamanho de caças (5m2) e de 150 km contra alvos de superfície. Além do radar principal, há ainda, um radar de ré instalado no cone traseiro do Su-34. Este radar é um NIIP NO-12 e permite cobrir neste quadrante a aproximação de aeronaves inimigas a distancia de 40 km.
O Su-34 poderá transportar um sensor eletrooptico Sapsan-E externamente, o que representa uma das grandes diferenças entre o Su-34 e os outros membros da família Flanker que dispõe de um sistema IRST interno.

Acima: O cockpit do Su-34 de produção ainda é menos sofisticado que os caças de 4º e 5º geração, porém a cabine se beneficia do seu bom tamanho para incorporar alguns itens de conforto como cozinha e um espaço usado como banheiro.
Ainda tratando dos sensores, o Su-34 pode transportar sonobóias e um detector de anomalias eletromagnéticas (MAD) para caçar submarinos que estejam em submersão a grandes profundidades onde outros sensores teriam dificuldade de detecta-lo. Essa capacidade, associada ao radar Leninets B0014 que também tem capacidade de caçar alvos submarinos, revela um dos objetivos do projeto dói Su-34 que é de fornecer uma aeronave de patrulha antinavio e anti-submarino, além de um caça bombardeiro.
O Su-34 está equipado com um sistema de intercambio de dados data link que lhe permite operar em rede com outras aeronaves e veículos de superfície recebendo e transmitindo dados de seus sensores.

Acima: Um Su-34 taxia após sua aterrisagem. Notem que há um tanque de combustivel externo entre os dutos da entrada de ar. Embora todos os aviões da familia Flanker possam usar tanques externos, imagens como essa são raras.
Alias, sobre essa denominação é interessante observar que em uma recente entrevista com um piloto da força aérea russa foi feito um comentário de que devido a algumas limitações relacionadas a manobrabilidade, o Su-34 tem sido considerado apenas como um bombardeiro tático. Mesmo considerando que o Su-34 pode lançar armas ar ar e normalmente ele as transporta, essa capacidade deverá ser usada, normalmente, para auto defesa não sendo usada para missões de interceptação especificamente.
O armamento do Su-34 é bastante pesado. Certamente que ele é capaz de destruir muitos alvos em uma única surtida, mesmo que isso seja feito sozinho. Ao todo há 10 pontos fixos para cargas externas nas asas e fuselagem do Su-34 capazes de transportar até 8000 kg de armamento variado entre mísseis, foguetes e bombas. O Su-34 pode lançar mísseis de cruzeiro 3M-54E1 Klub para atacar alvos terrestres ou navios a distancias de até 300 km. O Klub é guiado por sistema inercial apoiado pelo sistema GLONASS (equivalente ao GPS norte americano) e com radar na fase final do ataque. Porém, nenhuma arma do Su-34 é tão letal na função antinavio quanto o poderoso míssil Kh-41 Moskit. Este míssil tem uma velocidade de mergulho de mach 4,5 na fase final do vôo. O Moskit voa a mach 3 a poucos metros acima da água. O Moskit é uma arma hipersônica que atravessa a zona defensiva de um GT, tão rapidamente, que torna quase impossível uma resposta da defesa antiaérea e antimíssil inimiga que seja eficaz Alem disso, ele realiza manobras em S para dificultar ainda mais as defesas do Alvo. O Moskit usa um radar ativo para rastrear seu alvo.
Acima: Um Su-34 libera sua carga de bombas FAB 250 kg de uso geral. Um Su-34 transporta mais bombas que um bombardeiro pesado da segunda grande guerra.
Pode-se lançar misseis Vympel Kh-29 Kedge que dependendo da versão pode atacar radares, alvos moveis como tanques inimigos ou, aunda, edificações reforçadas. O Kh-29 tem alcance que vai de 10 km até 30 km dependendo da versão. Sua guiagem pode ser feita por laser semi ativo, ou TV, também dependendo da versão.
O grande míssil Kh-59MK Kingbolt. O míssil é derivado do antigo Kh-59M, que tem um alcance de 115 km, com guiagem por TV. Existem duas ogivas possíveis, sendo uma de 320 kg de explosivos para penetração em alvos reforçados ou ogiva de fragmentação com 280 kg.
Acima: Nesta foto podemos ver lançadores de foguetes não guiados diponivel no arsenal do Su-34. Essas armas são de pouca precisão e por isso são usadas exclusivamente para saturar grandes areas.
Outro míssil que o Su-34 está qualificado para lançar é o Kh-31 Kripton em todas as suas versões. Este míssil pode ser usado em missões anti-radar (Kh-31P) com 110 km de alcance maximo, ou em missões anti-navio (Kh-31 A) com alcance de 50 km. No arsenal do Su-34, há ainda bombas burras de bombas guiadas como a Kab-250 L, também já estão disponíveis. Por fim, esta também em fase final de preparação A Kab-500S e sua variante mais pesada a Kab-1500s, com guiagem por satélite (GPS, ou no caso, russo GLONASS), com alcance similar a JDAM americana (50-70km). Os testes começaram em 1999. O sistema GLONASS russo, esta previsto para começar a operar em capacidade total em 2008. A bomba é compatível com o sistema GPS americano.
Por ultimo, o Su-34 está armado com um canhão interno GSH-30, de 30 mm, com cadencia de de tiro de 1500- 1800 tiros por minuto (25 a 30 tiros por segundo). A quantidade de munições do canhão é 150 projéteis.
Acima: O motor usado no Su-34 é uma versão melhorada do motor AL-31 dos caças Su-27 Flanker. esse motor é mais resistente e produz mais empuxo que o modelo original.
O Su-34 é propulsado por dois motores NPO Saturn AL-31F que proporciona em empuxo de 12500 kg quando em uso do pós-combustor. Este motor é uma versão melhorada do AL-31 usado nos caças da família Flanker. Este motor pode ser usado no caça Su-35BM Super Flanker, que representa o mais avançado membro desta grande família de aviões de combate.
Uma curiosidade sobre o Su-34 é que o conforto da tripulação é único nesse tipo de avião de combate. Os tripulantes contam com um espaço para cozinhar e um banheiro dentro da grande cabine. Esses itens foram integrados ao projeto devido ao perfil da missão do Su-34 poder demorar muitas horas ininterruptas o que acarretaria em um desgaste excessivo da tripulação.
O Su-34 é um bombardeiro tático com capacidade que excedem por longa margem seu antecessor Su-24 Fencer e agrega um notável poder de ataque e interdição na força aérea russa. Seu uso contra navios de guerra é, da mesma forma, devastador dado a sua autônima que chega a 4000 km ou até 10 horas quando usando reabastecimento em vôo e a seu forte arsenal. Essas capacidades todas fazem imperativo por parte de uma força inimiga neutralizar a força de Su-34 logo nas primeiras horas de guerra para evitar sofrer as conseqüências desastrosas que este poderoso vetor é capaz de realizar.
Acima: Um desenho em 3 dimensões do Su-34. Notem que o trem de pouso trazeiro deste desenho não é o mesmo usado no atual Su-34 com 2 rodas em linha.
FICHA TECNICA
Velocidade de cruzeiro: Mach 0,90
Velocidade máxima: mach 1,85
Razão de subida: 9000 m/min (estimado)
Peso/Potência: 0,65
Fator de carga: 7 Gs
Taxa de giro: 16 º/s (estimado)
Razão de rolamento: 200º/s (estimado)
Raio de ação/ alcance: 1100 km/ 4000 km
Alcance do radar: Radar Leninets B-004 com 250 km contra alvos aéreos com 5m2 e 150 km contra alvos de superfície. Radar de ré: NIIP NO-12 com 40 km de alcance.
Empuxo: 2 motores NPO Saturn AL-31F com 12500 kg de empuxo maximo.
DIMENSÕES
Comprimento:
23,34 m
Envergadura: 14,7 m
Altura: 6,09 m
Peso: 38240 kg (vazio)
ARMAMENTO
Ar Ar: Míssil R-73 Archer, missil R-27 Alamo, Missil R-77 Adder
Ar Terra: Míssil Kh-59, missil Kh-31, missil Kh-29, missil Kh-41 Moskit, missil 3M54 E1 Klub, Bombas guiadas Kab (todas as versões), Bombas convencionais FAB (todas as versões) Foguetes não guiados de diversos calibres.
Interno: Canhão GSH-30 de 30 mm.
ABAIXO TEMOS UM VIDEO COM VARIAS CENAS DO SU-34 FULLBACK
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